Translate

My MTB has DIABETES

Diabetes is something that cycling with me since 19 years ago, I’m 39. The blue O Project regarding the disclosure of diabetes disease associated with the practice of MTB, talking, discussing and to clarifying some aspects, from who has to deal with these two situations simultaneously.

VII Triatlo Cross Abrantes

 

Bom desporto,
Fiz a minha primeira participação no triatlo cross na cidade de Abrantes.

 
A versão era a sprint e ainda bem, as secções de BTT e corrida tinham umas rampas bem acentuadas.
A glicémia em jejum estava baixa, além de comer coloquei só a normal dose de basal.
 
Já no local o tempo foi muito pouco descontraído para colocar tudo no devido sítio!
 
 
No caminho para a água tive tempo de colocar duas unidades de rápida, com o que tinha comido 2 horas antes e o que sentia, a glicémia devia estar alta!

Porque a água estava a 24°C ninguém levou fato isotérmico, definida a boia à direita, partida...
Esta secção - 400m - com 11 atletas, foi realizada sem sobressaltos, eu saí da água em 4 ou 5 lugar. 1º impacto, já!
 
 
BTT - 9500m -  o meu desporto de eleição, amador, e o que pratico há mais tempo, era exigente, 3 belas rampas com pedra e restos de eucalipto, provocava algum desconforto e mantinham-nos de sobreaviso. Pelo meio tomei o Gel Vitargo, e a determinada altura contava 3 atletas ultrapassados. 2º impacto, acho que chego em 3º lugar.
Na meta o público presente incentivava - os fãs que levei de casa deliravam a cada tempo perdido - com as sapatilhas do trail, sem elásticos, saí "colado" a um miúdo que tinha ultrapassado antes no BTT – 1.8km. Ainda agarrei uma barra Endurance que a muito custo devorei na subida - levava uma sensação de vazio na barriga - na subida, com o Junior a puxar até lá cima, respeitosamente não ultrapassei para concluir em 3º, é algo difícil de explicar certos actos, mas a vida tem destas coisas!
 
 
Isto é um aprender em tudo, "puxar" durante 1 hora, é coisa que nunca fiz. Aprender a gerir insulinas e esforços - este cross, o 1º, foi "mortífero"...
# 4 lugar  5879  Carlos A. S. Farinha  - V1  Individual  1:01:36h  00:07:08h
DesejO de desporto bOm,
casf

English
Good sports,
I made my first cross triathlon participation on Abrantes city.
It did “sprint” version and fortunately, MTB sections had curiously ramps. At fasting I had a hypo, besides eating I only put the normal basal units.

 
On the place, my time to put everything in place wasn't any relaxed!
On my way to the water I take two fast insulin units, with what I ate 2 hours before and what I felt, my glycemia should be high!

Because the water was at 24°C no one take the isothermal suit, defined the right float, let’s start...

This section - 400m - with 11 athletes, were performed smoothly, I went out of the water in 4 or 5 place. 1st impact, already!
 
MTB, - 9500m - my sport of choice and I practice for some time, amateur level, was not easy, 3 nice ramps with stone and eucalyptus debris, caused some discomfort and kept us on guard. Somewhere in the 9,500m I took my Vitargo Gel, one of those ramps I knew I had already step out 3 athletes. 2nd impact, I think I reach at 3rd.
 
The spectators encouraged us - my home fans delirious for any spend time - with trail sneakers without elastics, I left "glued" to a Junior athlete who I had passed before the MTB - 1.8km. I snapped a Endurance bar that I eat with some cost during the climb - I had a empty feeling in the stomach – with the Junior pulled up there above, respectfully I not surpassed to finish 3rd, is difficult to explain certain acts, but life have these things, you must have an open mind!
This is learning at all aspects, "pull out" for 1 hour, is something I never did. Learning to manage insulins and efforts - this cross, the 1st was a bit "deadly"...

Good sports,
casf

 








1º Troféu Europeu IDF - 10K


 
Boas corridas,

Falhei uma das provas emblematicas do ano Maratona Extreme Serra da Estrela, para subir de avião, até Anagni "città Dei Papi", região da Lazio - Itália, para participar no 1º Campeonato Europeu de corrida (10K) da IDF (Federação Internacional da Diabetes).

A experiência passava sobretudo por contactar com diabéticos de alguns países, na sua maioria italianos mas também da Lituânia, Macedónia, a viver na Áustria e Portugal. Dividi quarto com o atleta da Macedónia, Kostadin Martinov, que por curiosidade conheceu a representante portuguesa (Ana Luísa Vaz), na maratona "Global Heroes" de 2013, para atletas diabéticos, portadores de bomba infusora de insulina da Medtronic.


Depois de uma publicação sugerida na página do Projecto blue O, avancei com as minhas questões...

Representar o Projecto blue O no "V Trofeo Hernica Saxa" integrando o 2° Trofeo ANIAD (Associazione Nazionale Italiana Atleti Diabetici / Associação Nacional Italiana de Atletas Diabéticos), no qual, este ano teve lugar o 1º Campeonato Europeu IDF de Corrida de Estrada, 10K, era tentador e desafiante.


A maior responsabilidade esteve nas "pernas" do Mauro Manenti (atleta diabético do Runners Club Anagni – Vice Presidente Regional ANIAD), o meu contacto lá e mentor deste fim de semana.


Apresentações realizadas no sábado, Domingo 29 começamos com uma conferência ligada à prática desportiva numa desmistificação entre diabetes e o desporto. Os benefícios, riscos, tratamentos, condicionantes, objectivos... Tudo posto em "cima da mesa" e falado de forma aberta, para, em nome pessoal, do ponto de vista médico, das farmacêuticas, todos estarmos de acordo em que sim é POSSÍVEL, mesmo sendo diabético, praticar desporto complementando o seu tratamento diário.

Os atletas - uns 300 no total - começaram a chagar por volta das 19h, para iniciar a “gara” às 21h locais.

Todos medimos as glicémias (231 mg/dL era a minha) e muitos ajustes foram realizados, tudo preparado, "andiamo"!!!

O centro histórico de Anagni foi o palco da prova que consistia num circuito de 3 voltas e meia. No meu GPS "sofri" +/- 47 minutos tendo terminado com uma glicémia de 186 mg/dL.

Ficaram definidos os campeões europeus da IDF nos vários escalões, para o ano... há mais!

O maior orgulho que trago é saber que o pensamento que tive há uns anos - desconhecendo muito do que conheço hoje - é o mesmo de outras pessoas, seja em Portugal, Itália ou outro país qualquer. Há que mostrar aos outros os mitos, muitas vezes, existem só na cabeça.

Corridas boas,
casf


 -//-
English

Good run,

I failed one of the main events of the year, Extreme Marathon Serra da Estrela, to climb on a plane until Anagni "Città dei Papi" Lazio region - Italy, to participate in the 1st European Championship race (10K) IDF (International Diabetes Federation).

The experience was being in contact with diabetics from other countries, italian mainly but from Lithuania, Macedonia, living in Austria and Portugal. I divide room with the Macedonia athlete Kostadin Martinov, who met the Portuguese representative (Ana Luisa Vaz), on 2013 “Global Heroes" Marathon, for diabetic athletes, patients with Medtronic infusion pump.

After a publication suggested in the blue O Project FB page, I started my questions...

Represent blue O Project in the "V Trophy Hernica Saxa" into the "2nd ANIAD Trofeo" (Italian National Association of Athletes Diabetics), which this year took place the 1st European Championship IDF Road Race 10K was tempting and challenging.

The greatest responsibility was on Mauro Manenti “legs” (diabetic athlete Runners Club Anagni - Regional Vice President ANIAD), my contact there and mentor about this weekend.

Presentations made on Saturday, Sunday 29th began with a conference linked to sport demystification between diabetes. Benefits, risks, treatments, constraints, objectives... all put on "the table" and spoken openly, for, on a personal level, medical point of view, pharmaceutical, we're all agree that yes, it is POSSIBLE even being diabetic, play sports helping in daily treatment.

Athletes about 300 in total – arriving around 19pm to start the "gara" at 21pm, local time.

All we measured glucose levels (231 mg/dL was mine), some made the right adjustments, all set, "Andiamo"!

The Anagni historic down town was the event scene, 3 and half turns circuit. In my GPS I "suffered" +/- 47 minutes finishing with 186mg/dL blood glucose.

Were defined the IDF European champions at different levels, next year... there's more!

The greatest pride I bring is to know the thought I had a few years ago - not knowing much of what I know today - is the same whether in Portugal, Italy or any other country. We must show others myths often exist only in our head.
Run good,
casf

 

2014 blue O interview



This is the week of another blue O internationalization...

Since the beginning, friendship wills, help to build "blue O Project",
tO them my gratitude, mOst of all because they believe On it!
casf

2014 blue O interview: 

1. Hello Carlos. To get started, tell us about your evolution as diabetic. When developed the disease, at what age, etc.
In my case "awakened" at age of 19th. In 2/3 weeks I was diagnosed.
At the time I "trained" MTB almost daily, with plenty cramps, till there unknown to me. It had all the typical symptoms: extreme thirst and consequent urination, constant tiredness, with a ravenous hunger!
In this rapidly development I lost over 10kg, which embarrassed me more was how quickly I had to find a toilet.

2. What was the impact on your life? I keep in memory my first blood glucose value: 537mg/dL. My parents, who assist the doctor consultation, reflected in the eyes the impact of the new.
I had a normal interpretation, if I can say like this; "It's for the rest of my life! Okay! How I do it?"
Being a chronic disease the consequences of mismanagement will be pay it in the long-term, sometimes we disregard some details, that make all the difference.

3. Did you had sport at the time, especially MTB? I always practiced amateur sport. MTB was that very year.
Judo, karate, running when young. Tennis, handball and basketball in basic and secondary school. As a Boy Scout, 13 years on, many outdoor activities.
As adult and out of Portugal I started doing squash and swimming. The bikes they come with me since childhood.

4. What has changed in your life before and after diagnosed with diabetes? In sports terms and also personally? A diabetic rule, and for his benefit, have to adopt certain patterns that lead to manage his diabetes at all levels.
Initially I didn't make a cause-effect link! I learned over the time, experiences and attempts, I'm very self-taught.
I start to eat better, anyone - not just diabetics - should eat little and often daily, it’s a fundamental rule.
A practical example; fat has 3 times more Carbohydrates then sugar, in the same amounts - a chocolate mousse or a potatoes chips pack? - having a disciplined mind is the key!
Insulin at set times and sports activities supplements the "treatment" helping to stabilize blood sugar levels.

5. Did you think to stop or it wasn't an issue "on the table"? Somehow, only later I realize it, but, sports "click" has always been there!
I’m optimistic and really persistent!
Another fundamental rule for a diabetic is to understand the body symptoms, when in doubt, do a blood glucose reading to confirm!
Before each meal we measure it to know what quantities should eat and insulin intake, always on the basis of what we going to do.

6. How did the blog and blue O concept's appear? Existed before, in another format, or it was something created from scratch? In 2009 I went to Avis XCO "Norte Alentejano" Championship. At first tour, already with hypo symptoms, I ate poorly. During the second tour the hypo "settled" making me to finish very late and still recovering from it. On finish line were many organization people, but no one asking me what had happened to me!
With this episode, I thought on a customized gear, I confess, also because one 24H MTB Event in Castelo Branco, in which Antonio Girão athlete had all customized. I mentioned this to him personally.
After this, in 2009 September 24th, I beginning a rubric on MTB Portuguese Forum - Health and Training; "OmeuBTTtemDIABETES" – my MTB has DIABETES.
I start my contacts, even on international level, throughout all diabetic institutions in Portugal, with some positive responses, I start the blog to illustrate the Project and sponsors. Following that the social networks and from the interest and contact of amateur athletes, also diabetic, the Facebook page "Projecto blue O".
"Projecto blue O" is more complete. Have several focused "managers", all amateurs! Running, climbing, trail, Korfball, biking / cycling... The concept is to report experiences and demystify diabetes in sport, with diabetes is extremely important to keep us active - doing sports - help to decreasing blood glucose values, avoiding the usual complications.

7. For those who do not know, what "blue O" means? The circle derives from diabetes international symbol, the circle, representing Diabetes union and symbolizes support for UN Resolution on diabetes.
The name "blue" comes from the circle color, representing the sky and the UN color flag, featuring the union between countries.
Complement the UCI (International Cycling Union) stripes, because it was MTB with everything start.

8. The "brand" has created an impact on MTB marathons where you go? First time I showed up the gear I felt the first goal was achieved. I started to represent something. No doubt it was one way to be known!
Are you diabetic? The MTB isn't an issue for you? You’re out fit is pretty cute! How do you control everything? Where I can buy a gear like yours?
Internationally, in 2012, “Projecto blue O” was awarded as "Week Heroe" from IDF (International Diabetes Federation).

9. Are you the only diabetic athlete with a project like this, communicating about diabetes in this way? Somehow, at a national level (Portugal), it may be, but not exactly... There are many "blue O's" who report their experiences, this is the objective of blue O Project.
If we go to Spain there are several athletes with a similar idea, even professionals; Jon Karro developed the "DT1 Team ". Antonio Lledó recently "Titan Desert 2014" finisher was the 1st DT1 to get this done.
An English example is Sir Steve Redgrave, rowing Olympic athlete, was diagnosed DT2 in 97 and in 2000 Sydney Olympic Games it came with the gold medal. This is a good example!
In Canada this year, Sebastien Sasseville undertook a 7500K race to promote diabetes.
"Team Novo Nordisk" first professional Pro Tour cycling Team, founded by Phil Southerland, formed only by diabetics, who also have representation in other sports.
There is a wide range of "activists", some are professionalized, others only because they like...

10. Since the blog and "blue O" concept, almost created a team. How many athletes shall wear your jersey now? Last count I did and not all are being registered, over 50.
Canyon headquarters in Koblenz, there is one in a wall.
Spain and Costa Rica were the 1st international, Mexico, USA and Brazil went this year.
Some are not diagnosed, is pure friendship and/or love to spread the blue O Project. A team, properly there isn't, is pure fun, investment of each one, financial and particular, reporting the lived experiences with the jersey dressed up.

11. It prides you having helped get the message that diabetes isn't enemy of sport?
Without any doubt, this is the main objective of "blue O Project". We have to demystify that a diabetic can't do sports. Can and should keeping active!
Diabetes doesn't cause any obstruction to sport, it’s part of the treatment, along with a balanced diet, insulin and/or oral agents.
Sport activity helps transforming Carbohydrates ingested into the blood, this is fundamental.

12. Which sports you do at this point? MTB only? Mountain biking, cycling, hiking, running, trail running, swimming, triathlon I'm "build it"!

13. How many times a week does you exercise? And races? This winter I bought a roller trainer, equipment that allowed me to "scroll" a little. Went out by bike during the week is difficult me.
Being a father, putting the kinds on the extracurricular activities, "burn" me some time.
I try to schedule some walking/running, swimming and also the bike, but never long workouts. blue O Project circumstances takes me some time too after work.
Some week-ends are dedicated to races; MTB marathons, trail runs, some running - max 10k - and now the triathlon.
I'll sketch my calendar on my blog. This year, I'll probably represents "blue O" outside Portugal, always with Novo Nordisk Portugal help, without them almost nothing would have been possible.

14. How you went from MTB to trail runs and triathlon? What was this motivation? A conjugation of situations. In 2013 CANYON GmbH borough me two bikes, MTB and road, last one allowed me to diversify some trainings.
Walks/moderated hiking and run I’ve always did. My goal is not podiums, I try to be and been active. So I can perfectly do 25K moderate trail run, remind my childhood, and Scouting. I made the first one and now...
Because I did swimming, I'm still far from the Olympic distance, but "sprint" version I want to start my curriculum.

15. Will also take the blue O concept to trail run and triathlon? Absolutely yes, blue O will be to spread as far as possible.
The concept is always the same, to demystify sports practice in diabetic persons, talking about our experiences. I'm the mentor of it and I dedicate enough time to this cause, I’m proud of it, but the ones who wanting to follow me, they make the rest of the work...

16. What you do professionally? Currently I work in a Call Center.
I graduated in Biological and Food Engineer, professional experience in chemical, automotive and industrial painting. An life obligation now is to be polyvalence!

17. Are you married? Have children? Married with 3 children. An emancipated girl, a boy, pure swimming athlete and a child, also swimming and it seems pianist.

18. You live in Castelo Branco, right? Always lived there? I was born and currently live in Castelo Branco.
After my studies lived in Holland during a Leonardo da Vinci internship. Due to a multinational where I worked, I travelled extensively by Europe, living in France between 2006 and 2007. In each country I had a national bicycle as transportation. From Portugal, as you go north, the greater cycling culture is.

Caminhada da DIABETES - Castelo Branco


 
 
Boas caminhadas,
 
Foi dia 15/6/2014 que se deu a 1ª Caminhada da Diabetes, e logo na minha cidade natal, Castelo Branco.
A saúde este em projecção, nas mais variadas vertentes e claro a diabetes vigiada com as medições a condizer, sobretudo seniores mas os mais novos também estiveram presentes.
Uma bela manhã onde deu para conhecer caras novas com doenças velhas...
casf
 
 
 
 

Meia Martona Manteigas - 4ª XCM Taça de Portugal


Boas pedaladas,

Passados dois anos voltei a Manteigas, até agora, a única maratona do campeonato nacional XCM que frequento, e fico sempre arrependido de não ser atleta federado!
Em jejum no medidor de glicémia tenho 108 mg/dL situação que me leva a diminuir a basal e a dar só uma unidade de insulina rápida, eram 7 da manhã e a partida era dada às 10h.


Neste evento não levei medidor de glicémia mas sim o Dexcom. Comigo e para controlar as hipos, uma barra VITARGO ENDURANCE, dois GÉIS, além do bidão com ELECTROLYTE que vai sendo diluído nos abastecimentos, ao longo do percurso; 48K com 1600m de acumulado total.
Havia um considerável número de participantes, com este calibre de prova até as quedas são profissionais, algumas, com consequências a exigir cuidados da parte dos vários bombeiros voluntários presentes.


Antes do 1º abastecimento sólido - único para a meia maratona - havia uma sequência de descidas que "queimaram" muitos travões dos vários atletas presentes, os meus até "gritavam" por entre os pinheiros e curvas apertadas, num single track fantástico!!!
No abastecimento, na aldeia de Vale da Amoreira o Dexcom G4 marcava 163 mg/dL, havia de tudo para provar e comer; as ditas cerejas, 1/4 de laranja, barras de cereais, banana - aproveite e levei uma inteira para a viagem - alguns bolos e sandes e terminei com água. O Carlos Figueiredo tentou aliciar-me para a maratona, mas com a minha pouca quantidade de treino, o n. de km total e o acumulado - 92K + 2600m - tornaria difícil a minha chegada em condições. Ficou a aguardar pelo João Tavares que vinha com problemas técnicos.



Fui sozinho para a secção de 10K no sentido ascendente, depois da separação das maratonas com 900m de acumulado, tomei o 1º gel, a glicémia já tinha entrado num processo de descida. A barra já vinha tricada antes do 1º abastecimento, seguiu-se a banana e eis que chego ao Cabeço da Azinha - altura 1200m com 30K percorridos - onde constato que não me tinha precavido correctamente para um episódio de hipoglicémia.

As longas descidas com muita pedra solta, põem-nos de sobreaviso pelo perigo que pode advir. Terminava-mos a descida por entre umas secções de alcatrão, em que a velocidade atingida, no meu caso, foi de 62.9km/h chegando desta forma a aldeia do Sameiro.

Começo a abordar a glicémia com algum nervosismo, faltariam uns 8km para terminar. O Dexcom marcava uma notória tendência de descida, daí que engoli o último gel e comi o que restava da barra de Endurance. Receoso de ter a maravilhosa secção técnica -  conhecida de outros anos - na parte final, tal não aconteceu, o que para mim, decepcionado, ao mesmo foi de alívio. Adrenalina com hipo não conjugam nada bem!!!

Com os bolsos vazios e já muito perto do final, com as placas indicativas dos restantes 2K, apercebo-me de já só existir alcatrão e paralelo até à meta, chegando em conjunto com a atleta nacional de XCM, Carla Cabral.
Classificação:
#73 1630 Carlos Farinha Master 40 blue O / CANYON / CHANGING DIABETES - 03:45:51h

Pedaladas boas,
casf

-//- English



Good cycling,

Two years later I returned to Manteigas, until now, the only national marathon from XCM Portuguese championship I attend and I'm always sorry to not be an federated athlete!

In fasting my blood glucose meter had 108 mg/dL, situation that leads me to decrease the basal and give just a unit from fast insulin, it was 7am and starting was given at 10am.

 
On this event I didn't take my blood glucose meter but the Dexcom yes. To control hypoglycemia I took a ViITARGO ENDURANCE bar, two GELS and the ELECTROLYTE on the water bottle to being diluted on the supplies along the route; 48K with 1600m with total cumulative.

There were a considerable number of participants, with this important event the falls are professionals too and there were some, with consequences to require care from the several volunteer firefighters present at some points.

Before the 1st solid supply - only one for the half marathon - had a string of declines that "burned" many brakes of several athletes, mine "shouted" through the pine trees and tight curves, a fantastic single track!
 
 
At the supply on Vale da Amoreira village the Dexcom G4 indicate 163 mg/dL, there was everything to taste and eat; cherries, 1/4 oranges, cereal bars, bananas - I took one for the trip - some cakes and sandwiches and finished with water.
Carlos Figueiredo tempt me to the marathon, but with my few work outs, total km and accumulated - 92k + 2600m - make it difficult for my arrival in the right conditions. He wait for João Tavares who arrived with technical problems.

I follow alone to the 10K uphill section, after the separation of marathons with 900m accumulated I took the 1st gel, my glycaemia had started a descent process. The bar had a bite already before 1st supply, followed by the banana and arrived to Cabeço da Azinha – 1200m high with 30K cycled - where I notice that I had not properly guarded myself to a hypoglycemia episode.
 
The long descents with lots of loose rocks put us on guard for danger that may arise. We finished the descent through some sections of tar, in which the speed reached in my case, was 62.9 km/h arrived at Sameiro village.
 
Beginning to take my glycaemia with some nervousness, probably miss 8K to the finish, my Dexcom show a noticeable downward trend, which is why I swallow my last gel and eat last piece of Endurance bar. Afraid from the wonderful technical section - known from other years - next to the end, didn't happen, which for me, disappointed, at the same time I was relief. Adrenaline with hypo doesn't matches very well!

With empty pockets and very near the end, with the signs from remaining 2K, I realize that have only tar and pave to the goal, arriving together with national XCM athlete Carla Cabral.
 
#73 1630 Carlos Farinha Master 40 blue O / CANYON / CHANGING DIABETES - 03:45:51h

Cycling good,
casf

 

Entrevista do jornal "O Jogo" na "Revista J" - 1/6/2014


Olá Carlos.
 
1. Para começar, fale-nos da sua evolução enquanto diabético. Quando desenvolveu a doença, com que idade, como descobriu, etc.
No meu caso "despertou" aos 19 anos. Em 2/3 semanas, fui diagnosticado.
Na altura “treinava” BTT quase diariamente, com bastantes cãibras, até então desconhecidas para mim. Tinha todos os sintomas típicos: muita sede e a consequente micção, cansaço constante, com uma fome devoradora! Neste rápido desenrolar em que perdi mais de 10kg o que mais me constrangia
era a rapidez com que tinha de encontrar um WC.
 
2· Como foi o impacto na sua vida?
Guardo na memória o primeiro registo 537mg/dL. Os meus pais, que foram à consulta, refletiam nos olhos o impacto da notícia.
Eu tive uma interpretação de normalidade se o posso definir assim "É para o resto da vida! Está bem! Como se faz?"
Sendo uma doença crónica as consequências da má gestão pagam-se a longo prazo, por vezes descuidamos os detalhes que fazem toda a diferença.
 
3· Já fazia desporto na altura, em especial BTT?
Sempre pratiquei desporto amador. O BTT amador foi nesse preciso ano.
Judo, karaté, atletismo em pequeno. Ténis, andebol e basquete no básico esecundário. Como escoteiro, dos 13 anos em diante praticava muitas atividades ao ar livre.
Já adulto e fora de Portugal iniciei-me no squash e natação. As bicicletas acompanham-me desde pequeno.
Um diabético, por norma, e para bem do próprio, têm de adotar determinados padrões que o levem a gerir a sua diabetes, a todos os níveis.

 
 
4· O que mudou na sua vida no dia antes de ter diabetes e depois de saber da doença? Em termos desportivos, mas também em termos pessoais?
Inicialmente não fazia uma ligação causa-efeito! Fui aprendendo com o tempo, experiencias e tentativas, sempre fui muito autodidata.
Na alimentação passei a comer melhor, qualquer pessoa - não só o diabético - deve comer pouco e muitas vezes ao dia, é uma regra fundamental.
Um exemplo prático; a gordura tem 3 vezes mais HC (Hidratos de Carbono) que o açúcar na mesma quantidade - uma mousse ou um pacote de batatas fritas? – ter uma cabeça disciplinada é fundamental!
A insulina às horas estabelecidas e o desporto complementa o "tratamento" ajudando a estabilizar a glicémia.
De forma alguma, só mais tarde é certo, mas o "click" do desporto sempre foi constante!
 
5· Pensou em parar ou isso nem foi uma questão em cima da mesa?
Na vida sou otimista e persistente até dizer chegar!
Há uma regra fundamental num diabético, perceber os sintomas que o corpo nos transmite, na dúvida, fazemos uma leitura de glicémia, para confirmar! Antes de cada refeição devemos medir para saber que quantidades devemos comer e que insulina dar, sempre em função do que vamos
fazer.
 
6· E como surgiu o blog e o conceito blue O? Já existia antes, noutro formato, ou foi algo criado de raiz?
Em 2009 fiz a Prova de Avis do Campeonato Norte Alentejano XCO. À 1ª passagem, já com sintomas de hipo, comi mal. No decorrer da 2ª volta a hipo
"instalou-se" fazendo com que terminasse muito tarde e ainda por recuperar. Na meta havia muitas pessoas da organização, mas nenhuma perguntou o que se tinha passado comigo!
Com este episódio, pensei num equipamento personalizado, confesso, por causa de uma prova de 24H em Castelo Branco, em que o atleta António Girão tinha todo personalizado. Já lhe referi pessoalmente este pormenor.
Depois do sucedido em 24 setembro de 2009 começo uma rubrica no Forum BTT - Saúde e Treino; “omeuBTTtemDIABETES”.
Inicio contactos até ao nível internacional passando pelas instituições todas ligadas à diabetes em Portugal, com algumas respostas afirmativas, surge
o blog para ilustrar e projetar os apoios. Na sequência vem a divulgação nas redes sociais e pelo interesse e contacto de outros desportistas amadores, também diabéticos, a página no Facebook “Projecto blue O”.
“Projecto blue O” é mais abrangente. Tem vários “gestores” especializados, todos amadores! Corrida, escalada, trail, corfebol, BTT/ciclismo… O conceito é dar a conhecer experiências e desmistificar a diabetes no desporto, com diabetes é fundamental mantermo-nos ativos - praticar desporto - ajudar a baixa valores de glicémia, evitando as normais complicações.
 
7· Para quem não sabe, o que isso significa, blue O?
O circulo deriva do símbolo internacional da diabetes o círculo, representando a união pela diabetes e simboliza o apoio à Resolução das Nações
Unidas sobre a diabetes.
O nome “blue” surge pela cor do círculo, representando o céu e a cor da bandeira das Nações Unidas, caracterizando a união entre os países.
Complementam as riscas da UCI (União Ciclismo Internacional), porque foi com o BTT que tudo se desenrolou.


8· A marca criou impacto nas maratonas de BTT em que participava?
A 1ª vez que apareci com o equipamento vestido senti que o 1º objetivo estava alcançado. Passei a representar algo. Sem dúvida que fiquei conhecido!
És diabético? Dás-te bem? O teu equipamento é bastante giro. Como controlas as coisas? Onde se pode comprar um igual?
Internacionalmente, em 2012, foi distinguido como "Week Heroe" da IDF (Federação Internacional da Diabetes) na divulgação do Projecto blue O.
De forma alguma, a nível nacional até pode ser, mas não propriamente... Há muitos blue's O que reportam as suas experiências, esse é o mote do Projecto blue O.
 
9· É o único diabético desportista com um projecto deste género, de comunicar a diabetes desta forma?
Se vamos para Espanha há vários atletas com uma ideia semelhante, nos mesmos moldes, até profissionais; o Jon Karro desenvolveu a equipa “DT1 Team”.
O Antonio Lledó, recentemente foi finisher da “Titan Desert 2014”, foi o 1º diabético Tipo 1 a conseguir este feito.
Um exemplo inglês de atleta Olímpico na qualidade de remo é o de Sir Steve Redgrave, diagnosticado DT2 em 97 foi aos Jogos de Sidney 2000 e veio com a medalha de ouro. É um bom exemplo este!!!
No Canadá, em 2014, o Sebastien Sasseville empreendeu uma corrida de 7500K para divulgar a diabetes...
Temos a atual “Team Novo Nordisk”, 1ª equipa de ciclismo profissional do Pro Tour, fundada por Phil Southerland, constituída só por diabéticos, que
também tem representação noutros desportos.
Há um vasto leque de "activistas", uns mais profissionalizados, outros só pelo gosto de...


10· Depois do blog e do conceito blue O, quase que criou uma equipa. Quantos desportistas envergam o seu jersey actualmente?
A última contagem que realizei, sem todos estarem registados, são mais de 50.
Na sede da Canyon, em Koblenz, há uma numa parede.
Espanha e Costa Rica foram os primeiros internacionais, México, USA e Brasil foram este ano.
Alguns não são diagnosticados, é pura amizade e/ou gosto em difundir o Projecto blue O. Equipa propriamente não há, é pura carolice, investimento de cada um financeiro e particular em querer reportar as experiencia vividas com o jersey vestido.
Sem sombra de dúvida, esse é o principal objetivo do “Projecto blue O”.
 
11· Orgulha-se de ter ajudado a passar a mensagem que diabetes não é inimiga do desporto?
Temos que desmistificar que o diabético não pode praticar desporto. Pode e deve manter-se ativo!
A diabetes não acarreta impedimento perante o desporto, faz parte do seu tratamento, a par de uma dieta equilibra e a insulina, ou antidiabéticos orais.
O desporto ajuda a transformar os HC ingeridos para o sangue, e isso é fundamental.
 
12· Que tipo de desporto pratica neste momento? Só BTT?
BTT, ciclismo de estrada, caminhada, corrida, trail, natação, o triatlo estou a "construi-lo"!
 
13· Quantas vezes treina por semana? E provas?
Este inverno comprei um rolo, equipamento que me permitiu "rolar" alguma coisa, num Inverno tão rigoroso. Sair de bicicleta durante a semana é-me
difícil.
Na condição de pai de família, as deslocações às actividades extracurriculares, dos miúdos "queima-me" algum tempo.
Tento encaixar nos meus horários a caminhada/corrida, natação e também a bicicleta, mas nunca treinos longos. "Roubo-me" algumas horas de sono
pois toda a envolvência do Projecto blue O leva-me algum tempo.
Alguns fins-de-semana são dedicados às provas; maratonas de BTT, os já famosos trail run, algum atletismo - máximo 10k - aparece depois o triatlo. O meu calendário vai sendo traçando no blog. Este ano, provavelmente vou representar a blue O fora de Portugal, sempre com a ajuda da Novo Nordisk Portugal, sem eles quase nada teria sido possível.
As situações conjugaram-se. Em 2013 a CANYON GmbH disponibiliza-me duas bicicletas, BTT e estrada, esta ultima permitiu-me diversificar treinos.


14· Como é que passou do BTT agora para se iniciar no trail run e no triatlo? Qual foi essa motivação?
As caminhadas e alguma corrida sempre fizeram parte. O meu objetivo não são pódios, tento ser e estar ativo. Daí que posso perfeitamente fazer 25K de trail moderado, recordam-me os tempos de infância e escotismo. Fiz a 1ª…
Porque já pratiquei natação... Ainda estou longe da distância olímpica, mas na versão "sprint" quero iniciar o currículo.
Com certeza que sim, a blue O já é e vai ser para difundir até onde for possível.
 
15· Também vai levar o conceito blue O ao mundo do trail e do triatlo?
O conceito é sempre o mesmo, desmistificar o desporto numa pessoa que padece de diabetes, falando das nossas experiências. Sou o mentor e dedico bastante tempo à causa, sinto orgulho nisso, mas são os que me querem acompanhar que fazem o resto do trabalho...

 
16· O que o Carlos faz profissionalmente?
Atualmente trabalho num Call Center.
Sou Licenciado em Engª Biológica e Alimentar com experiência profissional em Química, pintura automóvel e industrial. Se já era polivalente, passou a ser uma obrigação na vida!
 
17· É casado? Tem filhos?
Casado, com 3 filhos. Uma rapariga emancipada, um rapaz, atleta de natação pura e uma criança, também atleta de natação pura e parece que pianista.
 
18 Vive em Castelo Branco, certo? Sempre viveu aí?
Nasci e atualmente vivo em Castelo Branco.
Após os meus estudos realizados em CB vivi na Holanda durante um estágio Leonardo da Vinci. Devido à multinacional onde trabalhei, viajava muito pela europa, chegando a residir em França. Em cada país arranjava sempre uma bicicleta nacional como meio de transporte. Quanto mais a norte, maior é a cultura ciclística.